O NOME DO LIVRO…

…É ENEA!! O MEU; ORGULHO!!

Até o “alô” desse cara tem poesia palestrina. Era Mauro Beting ligando, e a saudação sempre calorosa em tom de Palestra. Um convite pra participar do livro oficial do Verdão, sobre a nossa nona conquista nacional. Para muitos, poderia até ser algo normal, mas para mim, motivo MÚLTIPLO de muito orgulho. Significava poder defender as cores do verdão da forma que a gente sabe, com o coração, com o click. Compartilhar aquilo que fazemos  na arquibancada com cada leitor e palmeirense que fizer sua leitura e especialmente dividir essa paixão em um projeto junto com “esse cara” que eu admiro muito. Junto com ele, Bruno Elias, o Brunão, colocaram em texto e imagens a conquista alviverde jogo a jogo. O Bruno alias, é um profundo, e jovem conhecedor da história palmeirense. Certeza que novas obras virão, não só em parceria com o mágico das palavras Mauro Beting, mas terá uma carreira “de lutas e glórias”  e sucesso pela frente.

.

 A foto de capa, que poderia ser de comemoração, explosão ou vibração, representa exatamente a cumplicidade que o torcedor teve com o time. A concentração nos melhores e piores momentos que levaram o elenco a conquistar a taça.  Foi bem assim, jogo a jogo que o torcedor lotou todas as arquibancadas, dentro e fora de casa, carregando o time, quando “a coisa” apertava. Com os olhos fixos na bola. Comemoramos juntos, mas também sofremos juntos, corremos juntos e nos dedicamos igualmente juntos.   Como eu sempre digo “Nós somos o Palmeiras. E o Palmeiras somos nós”!

.

Na linha de mira: A paixão.

No interior do livro, o torcedor também poderá ver outras imagens da arquibancada, especialmente por que os autores fizeram questão de potencializar o valor do torcedor nesta conquista. Grandes momentos de comemoração, euforia, explosão integram a composição visual do livro. Iniciei este texto, dizendo que meu nome era “orgulho”, pois não cabe em mim a alegria em fazer parte deste momento e dividir com vocês, sob a ótica de Mauro Beting e Bruno Elias, a emoção de ser Palmeiras e especialmente a ALEGRIA DE SER CAMPEÃO!! Nove vezes!!

Grazie Mauro, grazie Palmeiras

Sergio Ortiz

.

Em breve a festa de lançamento do livro. Informaremos em nossas redes sociais.

A pré venda do livro está sendo feita no site da Mundo Palmeiras. Clique para garantir o seu.

É da garra, da confiança, da entrega. Jailson… É DA MASSA!!

Quando o assunto é goleiro, sempre temos boas lembranças, bons nomes e raramente sofremos com essa posição. Após a aposentadoria de São Marcos, ficamos um tempo carente nessa posição, parecia que seria difícil achar alguém que suprisse sua ausência. Até que assinamos com Fernando Prass, que jogou a série B, fez bons jogos e em 2014 teve uma contusão, deixando-o fora dos gramados por uns tempos. As opções eram Deola e Bruno para debaixo das traves. Por conta de algumas falhas, a diretoria resolveu contratar Jailson Marcelino, 33 anos, reserva do Ceará e que nunca tinha feito um jogo pela série A do campeonato. Até então, uma surpresa para muitos. Chegou para substituir Prass mas, o goleiro titular se recuperou e Jailson somou na reserva.

 No inicio de 2015, entrou em campo nos amistosos contra Shandong Luneng e RB Brasil, durante a pré-temporada e no jogo de ida contra o Sampaio Corrêa. Depois voltou para o banco de reservas e em novembro teve uma lesão no tendão, que o afastou dos gramados até o final da temporada mas isso não tirou a vontade deste “torcedor assumido, palmeirense em um dia ser titular. Poucos conheciam sua história, poucos sabiam tudo que ele passou para estar onde está, mas existe aquele ditado: Há males na vida que vem para o bem; E novamente Prass se machucou, o palmeirense foi a loucura, principalmente após o jovem Vagner falhar em dois jogos: Quem iria nos salvar?

Estávamos bem no campeonato e pela perda do Prass, iriamos botar tudo a perder? Em meio a todas essas perguntas, surgiu o até então só Jailson, que viria num futuro próximo se tornar o “Jailson da Massa”. Era sua estreia na Série A do campeonato brasileiro, contra o Vitória, no auge dos seus 35 anos e garantiu os 3 pontos para o Palmeiras. E não foi uma vitória simples, foi a vitoria que colocou o Palmeiras novamente como líder do campeonato, encerrando o 1º turno na posição mais alta da tabela e fazendo de Jailson o grande nome da partida, com excelentes defesas de postura segura debaixo das traves. Depois disso, ele virou o JAILSON DA MASSA.

O Jailson que sonhava em ser jogador do Palmeiras, moço de 35 anos que não desistiu dos seus sonhos e depois de muita luta, realizou a promessa que fez para a avó de que se tornaria jogador do Palmeiras. Fez sua mãe, que até então torcia para o maior rival, vestir a camisa do Palmeiras e apoia-lo. mesmo chegando como terceiro goleiro do Verdão não desistiu do sonho:

“Nunca pensei em sair, sinceramente. Eu sonhei chegar em um time grande e meu time do coração”

Jailson “da massa”. Ganhou a confiança e o carinho do torcedor palmeirense. [Foto: Forza Palestrina]

Jailson, que veio da simplicidade para a fama. Que escolheu o Palmeiras não somente pela sua profissão, mas por amor a camisa. A missão não era fácil mas ele tirou de letra, segue invicto no campeonato brasileiro e está perto de ser campeão. Ele tem apenas 23 jogos com a camisa do Palmeiras, mas já conquistou seu lugar no coração de cada palestrino.

Em cada defesa dele, seja pelas mãos ou pelos pés, em cada lágrima que ele derramou desde o seu primeiro jogo, em cada entrevista que mostrou a vontade de ser campeão, em cada vez que ele vira para a torcida e faz um sinal no braço, como se estivesse arrepiado e incentiva a torcida para vibrar e cantar mais. Sabemos que ali não tem somente um profissional em campo e sim um torcedor. Torcedor esse que já prometeu que vai homenagear o ídolo Marcos, assim que for campeão. Torcedor esse que prometeu se aposentar no Palmeiras. Torcedor esse que almeja esse título e quer muito mais pelo Palmeiras. Obrigada Jailson, por toda a raça em campo, pelas lágrimas, pela garra, por cada defesa, por cada bronca que dá em seus companheiros, sempre querendo o melhor para nós. E principalmente, obrigada por mostrar para milhares de pessoas que sonhos se tornam reais sim, basta acreditar.

DUDU, NOSSO PEQUENO “GIGANTE” CAMISA 7

Poucas contratações foram tão comemoradas pela torcida do Palmeiras quanto a de Dudu, no início de 2015. É claro que ninguém vibrou pelo futebol dele que, até então, poucos conheciam. O palmeirense gostou mesmo do fato de seus maiores rivais estarem brigando pelo atacante quando de repente veio a manchete: Nem São Paulo, nem Corinthians. Dudu é do Palmeiras.

Comemorações à parte, Dudu mostrou para o que veio, mostrou algo que a torcida do Palmeiras – e qualquer outra – gosta muito de ver: a raça, a vontade de estar ali, o beijo no símbolo depois do gol. E foi assim que o novo camisa 7 da Sociedade Esportiva Palmeiras começou a agradar grande parte dos palmeirenses.

Sem querer oficializar uma comparação entre Dudu e Edmundo, mas a semelhança entre os dois não é apenas o número 7 estampado da camisa. Quem não viu um Animal em várias vezes que o Dudu mostrou toda sua raça? Quem não viu um Animal quando Dudu perdeu a cabeça durante o jogo? Quem não viu um Animal com as comemorações em cada gol do Dudu? Quem não viu um grande jogador no nosso pequeno atacante? Quem não depositou esperanças, se emocionou e vibrou junto com Dudu? Sim, ele chuta a “bandeirinha” de escanteio; e para a torcida, isso É RAÇA!

E teve semifinal, teve final, teve título da Copa do Brasil, teve zoação, vibração, choro, teve gol de “tirar o chapéu” no Pacaembu, teve o gol do título. Dudu esteve lá quando começamos a acordar o Palmeiras e o Dudu ainda está lá para terminar esse serviço. E quem vai negar que ele não queira – e muito – fazer esse trabalho?

Não tem bola perdida para o camisa 7 – Imagem Forza Palestrina

E nao deixa passar em branco, os erros do juiz. – Imagem Forza Palestrina

Dudu, falta muito pouco para acordarmos de vez o gigante. Talvez duas ou três rodadas, mas ninguém aqui duvida mais que isso seja apenas questão de tempo. Ninguém aqui desacredita e ninguém não reconhece que você é um grande personagem desse lindo capítulo de uma história de 102 anos. Desejamos que saiba (e temos certeza que sabe) o quanto isso é importante, o quanto tudo isso que estamos vivendo é mais que merecido para cada um de vocês que têm honrado nossa camisa, mas, mais do que isso, o quanto cada torcedor do Palmeiras merece e espera por esse título.

Quando a torcida disse “Estamos Juntos Rumo Ao Título”, na primeira rodada, não foi da boca para fora. Nós honramos o prometido durante todo o Campeonato Brasileiro deste ano. No sábado antecedente ao jogo entre Palmeiras e Internacional, foi mais uma prova que sim, estamos MUITO juntos. E para quem ainda duvidava ou acreditava que o Palmeiras poderia repetir o triste feito de 2009, sinto muito, mas foi no sábado que o Palmeiras foi campeão.

Desde sábado tornou-se indiferente os resultados dos jogos de Flamengo ou Santos. Eles podem até alterar o percurso, mas não vão mudar o final da história: Palmeiras campeão brasileiro de 2016.

No domingo, após o apito final, a emoção tomou conta do Allianz Parque. Aquela vitória foi um passo muito grande rumo à conquista do brasileiro, mas muitas cenas chamaram a atenção de quem via o jogo. Qualquer palmeirense emocionou-se ao ver aquela roda em que os jogadores faziam uma oração, emocionados, em êxtase. Quem acompanhou pela televisão via o Cléber Machado dizer: “O time do Palmeiras comemora essa vitória e acho, não é só na matemática. É na matemática, é no jogo, é na reação da torcida, é no tipo de desempenho do time. Essa é uma vitória, assim, muito importante, muito enigmática, muito significativa” e de fundo, todos cantavam nosso hino.

Dudu. As lágrimas da emoção, captadas pelas lentes da TV Palmeiras.

Por fim, o choro do nosso pequeno-grande camisa 7 representou o choro de toda torcida palmeirense. Dudu foi um pouco de cada torcedor, aliás, Dudu foi um torcedor. Cada um tem sua maneira de reagir às emoções, a dele foi chorando, foi com os olhos cheios de lágrimas e foi mostrando toda sinceridade daquela emoção incontrolável. Obrigada, Dudu, pela raça, pelo chapéu (em vários sentidos), pela garra dentro de campo, pelo choro e, falando por mim, obrigada por me representar algumas vezes com uma sincera emoção estampada no seu rosto.

Veja o vídeo emocionante da partida, pela TV Palmeiras

 

O TÍTULO, CADA VEZ MAIS PRÓXIMO

Imagens: Forza Palestrina

Foi emocionante. Quando o surgiu o alviverde imponente, Cuca cravou, em entrevista ao Premiere: “O Palmeiras vai ganhar hoje!”. Com a mesma confiança que São Marcos teve em 2008 na final do Paulista, o treinador mostrou que sabia bem o que vinha pela frente. O semblante sério e focado passava a confiança em sua equipe. O ritmo com a torcida, que mais uma vez lotou a nossa casa, estava em perfeita sintonia. Era questão de tempo para cumprir a profecia. A chance de se distanciar do Flamengo não poderia ser desperdiçada. E não foi.  Ditando o ritmo do jogo, o Palmeiras acuou o Internacional, e não deu chance para o adversário jogar. Ainda que não tivessem chances claras de gols, o Palmeiras dominava a partida. E se o jogo está apertado, é decisivo, a bola sempre cai nos pés de Cleiton Xavier. Assim como contra o Colo Colo em 2009, o meia não decepcionou. Após Thiago Santos disputar a bola pelo alto, sobrou para CX10, e ele só empurrou para o fundo da rede. Foi só correr para o abraço. Na raça, como o Palmeiras gosta. A comemoração emocionada do capitão Dudu é esclarecedora, estamos muito perto! O craque, que merece vestir a 7 do Verdão, simboliza a torcida em campo. Comemorou como nós comemoramos nas
arquibancadas, sem saber quem abraçar, com emoção de ver mais um gol e chegar tão mais perto do título.

No entorno do Allianz Parque, a festa do torcedor começou cedo.

O resultado positivo foi apenas administrado dentro de campo. O goleiro dos gaúchos ainda foi obrigado a fazer duas brilhantes defesas. Já Jailson foi um espectador privilegiado em campo. Não precisou de muito esforço, e viu do melhor lugar mais uma vitória. Não teve susto para que a equipe comandada por Cuca confirmasse o previsto pelo comandante. O resultado foi digno para uma torcida que não parou de gritar nem por um minuto, em todas as regiões do estádio. Ver as partes onde o ingresso é mais caro pulando e cantando junto com a arquibancada só acontece com Palmeiras. O nosso sangue é verde e corre diferente dos torcedores de outros clubes. Enquanto em alguns estádios vemos torcidas que pouco fazem barulho, no Allianz jogamos o adversário contra a parede. A torcida palestrina dá medo. E o Inter sentiu a pressão.

Com o apito final da partida, não poderíamos esperar uma reação menor por parte dos torcedores e jogadores. A emoção era clara. O choro de Dudu e Jailson não era para a menos. Era o mesmo choro que vimos pelas arquibancadas. Um sentimento que apenas nós entendemos. É chegada a hora de ser campeão. E Dudu já prometeu o título em casa, com a mesma confiança que se espera de um capitão do Palestra Itália. O Inter passou, e demos mais um passo rumo ao título. E que venham as próximas batalhas para termos a taça em nossas mãos.

 

Pai não carrega só o filho no colo. Carrega o clube no coração.

Imagens: Forza Palestrina / Sergio Ortiz

Pai não carrega só o filho no colo. Carrega o clube no coração e, nas borrascas, também o time no colo.

Alexandre é o pai que a imagem da Forza Palestrina mostrou chorando em um dos gols do 4 a 0 contra o São Paulo, em 2015. Quando a Copa do Brasil parecia improvável, quando o Brasileirão era delírio.

É o pai do Bruno que a lente do Sergio Ortiz do Forza foi captar nos 2 a 1 contra o Sport, na 32a. rodada do BR-16. Uma Copa do Brasil vencida, 15 jogos sem perder, seis pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o filho sobre os ombros do pai.

O cangote talvez esteja mais arqueado. O menino cresceu. O amor deles pelo Palmeiras, não.

10-344 7a

Esse não é maior e nem menor que o de nenhum outro clube. Como um pai não ama mais ou menos um filho.
Ele apenas se adapta ao peso e ao tamanho do filho, e ao peso dos próprios anos passados e pesados.
Alexandre não ama ainda mais o Palmeiras por ele ser o maior favorito ao título. Ele talvez só ame cada vez mais por ter ao lado, no colo, ou nos ombros, o maior amor – o Bruno. Paixão tão incondicional quanto o nosso clube. Nosso time que, às vezes, tá meio caído, quando não rebaixado. Meio perdido, quando não perde quase todos os jogos. Meio machucado, quando não tá todo lesionado e lesado.

Nessas horas que a gente é mais pai com o filho. Nesses jogos que a gente tem que dar ainda mais colo, ombro, apoio e amor aos nossos meninos de verde e branco.

Por isso não entendo, não compreendo, e jamais vou admitir quem vaia o time com a bola rolando. NUNCA. Quem deixa o campo antes de o jogo acabar. JAMAIS.

É como deixar nosso filho largado. Não educa assim. Não aprende ali.

Não vai. Não vaia.

Na boa, de boa, isso é apenas simpatizar.

Amar é torcer. É pegar e cuidar e levantar e erguer e animar e gritar e chorar para poder sorrir.

Amar é ser Palmeiras antes de ser gente. É ser mais gente de tanto que se é Palmeiras.

A Vila Belmiro vai ficar pequena.

Por: Leonardo Leite

Glória, Glória, Aleluia ser Palmeiras. Campeão da Copa do Brasil 2015, em cima do mesmo Santos que enfrentaremos no sábado. Nós sabemos vencer. O jogo não vai ser fácil, é verdade. Jogar na Vila é difícil, e neste ano ninguém saiu vitorioso. Mas é chegada a hora de cravar o Palmeiras como Campeão Brasileiro 2016. Não poderemos comparecer no estádio, é verdade. Empurraremos de longe, seja do bar ou de casa, assim como fizemos em todos os clássicos que jogamos fora de casa este ano. Jesus jogará em nosso nome, em seu último clássico antes de partir. Sua fome de gol deverá estar aguçada, e terá a oportunidade de finalmente marcar em clássico.

O Palmeiras é gigante, e massacra o sonho dos adversários de nos alcançar. Esse ano será nosso. Dudu com a braçadeira de capitão virou o monstro que era esperado, e comanda o time com maestria, assim como comandou na final em 2015. Zé Roberto se transforma ainda mais em animal. O que dizer da sua belíssima defesa com a barriga contra o Cruzeiro? Assim como o Palmeiras, Zé Roberto sabe ser campeão. Sua experiência é fundamental para o crescimento dos meninos alviverdes. Assim como Tchê Tchê, que veio do Audax e não sentiu o peso da camisa. O incansável palmeirense tem a raça que combina com o Verdão.

Dudu como capitão. Foto: GE

Jailson não vai jogar, mas terá um representante a altura. Além disso, contaremos com a dupla de zaga artilheira. Mina fez 3 gols em 3 clássicos. É o terror dos paulistas. Vitor Hugo também não fica atrás e é famoso por ser um zagueiro artilheiro. Defesa que ninguém passa, e quebra defesas adversárias. Moisés e Jean tem se mostrado fundamentais para o Verdão, e coordenam o meio de campo. O Palmeiras joga fácil, e vem pra levantar a taça. Nada melhor do que ficar mais perto do troféu vencendo o Santos dentro de sua casa.

Sabemos fazer da casa do adversário não só nossa casa, mas nosso salão de festas. A Vila vai ficar minúscula para o Palmeiras. Contra tudo e contra todos, esse título há de vir. Em nome de São Prass, e com a benção dos pés de Jesus vamos pra cima do Santos. Com a força de milhões de Palmeirenses, este jogo e este campeonato serão nossos.

A rua Palestra Italia é do Palmeiras.

Imagens: Forza Palestrina

 

 

CONTRA TODA DISCRIMINAÇÃO. A RUA PALESTRA ITALIA É DO PALMEIRAS. O BAIRRO É DO CLUBE. O MP É MAIS DO PROMOTOR QUE DO PÚBLICO

Tem quem não aceita o porco que o palmeirense periquito adotou desde 1986 depois de sistematicamente se calar e se irritar com o grito adversário desde 1976.

Mas foi preciso virar porco como o Palestra morreu líder e o Palmeiras nasceu campeão em 1942. Então por intolerância da ditadura brasileira ignorante em guerra contra outra que só tinha a Itália em comum com os palestrinos. Em 1986 o palmeirense emporcalhou para não se sentir mais enxovalhado pelos adversários, numa  sacada esperta da torcida que canta e vibra. Pode até não gostar de ser e de gritar PORCO. Mas é fato. E não há problema algum em ter alma de periquito e espírito de porco. O clube tem dois nomes. Pode ter quantos mascotes quiser.

Tem quem acha ”legal”, ”da hora”, ”desestabilizador” (SIC) de goleiros”, ”trend”, ”suave”, ”contra o politicamente correto”, ”coisa de esquerdista achar que é babaquice e homofobia” (?!?) o zurro de ”bicha” para goleiro rival em cobrança de tiro de meta.

Mas teve gente do coletivo Movimento 20 de Setembro que quis virar o jogo. A campanha #GritePorco caiu no gosto e na boca da galera no Allianz Parque. Magrão do mesmo Sport que inaugurou o estádio (vencendo por 2 a 0, em 2014) não ouviu ”bicha”. Apenas ”porco” nos tiros de meta que bateu.

Orgulho do Meu Palmeiras, Meu Palmeiras. Essa uma outra história. Mas esse é o clube que me acolhe mais que eu escolhi. Não é maior e nem menor. É o meu clube. Como a minha família. Basta.

Pena que bestas de todos os clubes estraguem festas. Como corintianos e rubro-negros no retorno ao Maracanã. Como flamenguistas X flamenguistas fora do estádio. Ou estúpidos X estultos das torcidas profissionais. Essas pessoas físicas (e químicas e patológicas) que precisam ser processadas, punidas e até presas pelas autoridades.

Reduto Palmeirense: Rua Palestra Italia x Rua Caraíbas

Mas elas. Não a esmagadora que faz festa. Aquela que não pôde na vizinhança do estádio que é do Palmeiras desde 1920. Onde o clube joga desde 1917. Mas que para alguns vizinhos chegou agora ao bairro. E aos berros na esquina do nosso mundo: Palestra Italia X Caraíbas. Palmeirenses de festa X autoridades em fúria.

Não é a ”esquina do mundo” como a do Times Square em Nova York. Não acontece alguma coisa no meu coração quando cruzo a Ipiranga com a São João como os novos baianos. Mas Caraíbas com a velha Turiaçu é a aliança entre o velho Palestra e o novo Palmeiras do Allianz Parque na novíssima rua Palestra Italia.

Ponto de encontro onde tanta gente que se desentende como gente só por pertencer à Parceria Palestra-Palmeiras como essa que tem o gene alviverde. Alma de periquito e espírito de porco. Torcida que canta e vibra na rua que é do povo. Não do MP, da PM, da PQP que não pode berrar por ser barrada na rua que é Palestra. No bairro que é mais rico por ser Palmeiras. Na zona que é mais valorizada por ser a do clube que lá chegou há 96 anos. E comprou com dinheiro nosso. De nossos parceiros. Não ganhou de prefeitura, de governador, de presidente.
O estádio é nosso. Pago no osso e pelo nosso sangue. A rua é de todos. E para todos. Não para poucos. Não só para quem paga caro pelo ingresso. Não só para quem o promotor de eventos e autopromotor de mídia do MP deixa passar.

O Palmeiras não quer só fazer festa em campo. Quer celebrar a alegria de ser Palmeiras como bom vizinho que é. Ou melhor vizinho que os incomodados que chegaram depois de 1920 ao bairro. Sim. Somos barulhentos. Somos bagunceiros. Somos tudo isso. Mas somos maioria de paz, de festa, de alegria. De Palmeiras.

 

Veja algumas fotos:

Palestra nos ensina. Palmeiras é nossa sina

Imagem: Forza Palestrina / Sergio Ortiz

Quando você não souber o que fazer. Falar. Sentir. Ver. Ouvir. Quando você não souber, creia no Divino. Ele sempre soube.  No Divino que nos Da Guia e hoje completa 74 anos. Por isso liguei para ele antes do jogo e dei meu “obrigado” em vez de parabéns. E nos deu sorte por sempre ele nos dar o certo. Por isso acredito nos santíssimos que nos guardam e nos defendem. No menino Jesus. Dádivas que nos tiram dúvidas. Se parece piada sem graça de Dedé e trapalhada de Didi, dá pro Dudu. Doa a quem do ar dá graça.


Ainda mais no dia da festa do Divino. Tinha de ser Dudu. Fiel parceiro. Ou muito melhor. Leal companheiro das Academias. Treinador em 1976 do último título do Divino Ademir que pendurou as chuteiras em um Dérbi no Morumbi, em 1977. 25 dias antes do rival onde jogou o pai dele terminar 22 anos de angústias.


Quando Ademir jogou, de 1961 a 1977, o time paulista do pai dele não foi campeão. Quando Ademir parou, o time do Divino só voltou a ser campeão quando ele voltou ao Morumbi. Naquele junho de 1993. Dia dos Namorados. Dia da Paixão Palmeirense.


Quem crê no Divino não crê em coincidências. Apenas reincidências. As meias brancas no Dérbi. Os pênaltis de São Marcos e do servo de Deus Prass. Um gol de vitória onde só achávamos derrotas. Ainda não está pronto. Longe disso. Mas o Rosário do time do Divino não é milagre. É Palmeiras. De volta pra perto do que é sagrado

Acesse o Blog do Mauro no UOL

DNA de arte. De amor. De Palmeiras

 A chuva de prata da Mancha Verde deixou traços e papéis picados até duas semanas depois, no gramado do Palestra. O espetáculo, inesquecível para olhos veteranos e virgens, como os do jovem Luca, 5, que debutava num estádio de futebol naquela noite de terça-feira, vai ficar para sempre.

Em campo, ao final do primeiro tempo, o Palmeiras foi aplaudido pela torcida como não acontecia desde..

.. desde…. quando?, num intervalo de jogo? A equipe mereceu. Apesar do sufoco do bom time de Brasília, o Palmeiras encaixou quatro contra-ataques e fez três gols. No segundo, o mais bonito, de Edmílson, os jovens palmeirenses de campo sa
caram dos calções uns focinhos de porco, enfiaram no rosto, e fizeram a imagem da semana, repetida à exaustão nas televisões e jornais.

Com o Corinthians em crise, São Paulo e Santos tentando desbancar o Cruzeiro da folgada liderança do BR-03, a mídia descobriu o palmeirense. E tome média! Era o time e a festa da torcida em todos os horários e canais. Hino para cima, focinho de porco no rosto, e muita paciência para os não-palmeirenses. De um jogo a outro, o que era descaso, escárnio, tornou-se um caso publicitário, uma pauta obrigatória: o Palmeiras dá Ibope, o Palmeiras vende jornal, o Palmeiras é o time da hora. E a toda hora tome Palmeiras.

No segu
e que o Palmeiras tomou o empate. Levou dois gols do Brasiliense em três minutos (o primeiro, num pênalti mandrake de Daniel; o segundo, num gol manjado de cabeça). E passou os últimos 20 minutos fazendo contas, figas e preces. O Brasiliense apertou, o palmeirense se apertou nas cadeiras do estádio, e só o pequeno Luca, 5, pareceu não sofrer. Quando o Brasiliense fez o segundo gol, ele, no colo do avô, jogava um game no celular. Como a torcida não se manifestou, para Luca, o placar estava 3 a 1. O pai dele chegou até a cogitar a hipótese de não contar o resultado final. Mas o garoto é esperto. Quando olhou para o placar eletrônico do estádio, e viu a realidade, perguntou, já respondendo: “Ué? Tá 3 a 2?”. A família não respondeu. E ele sacou que era melhor não cantar vitória e jogar o seu game. Até o final, o Luca ficou encolhido no colo ainda mais encolhido do avô. O Luca aprendeu que não tem game over no futebol.

Foto tirada por Luca Beting

Foi a primeira vez do Luca Beting em um estádio. 7 de outubro de 2003. Terça-feira. Jogo de segunda divisão. Time de primeira.

No domingo passado, contra o Capivariano, com o Sergio Ortiz, do Forza Palestrina, Luca tirou essa foto de um pai palmeirense com um filho palmeirense no cangote.

Como fiz a vida inteira com ele e com o Gabriel Beting.

O texto que abre é da edição especial da Placar da volta à primeira, em 2003, editada por Sérgio Xavier, Arnaldo Ribeiro e Mauricio Barros. Escrita por mim.

Com a emoção que tenho ao ver a foto linda feita por um menino de talento e coração grande.

Um moleque que em 2003 estava assim, feliz no cangote do menino mais velho da foto.

Só existe algo melhor que ser pai. É ser pai como esse da foto. E este do texto.

Ser italiano não faz o Palmeiras ser menos brasileiro

Imagem: Forza Palestrina / Sergio Ortiz

 

Ubiratan Leal é tão inteligente e culto que não deveria ser jornalista. Mesmo. Leal que é japonês. Japonês que torce pelo Verona. É mesmo um cara especial, amigo querido.

Não é alviverde como milhões. E como muitos dos palmeirenses não gosta dessa onda verde de Avanti! Scoppia che la vittoria è nostra. Os italianismos do clube que em 1942 foi obrigado a mudar de nome. Arrancaram a Itália dele emmarço, e o Palestra em setembro de 1942.

Entendo a ideia básica da “rejeição” ao passado – o que jamais vou entender, ainda mais para uma torcida que se vê como família, mais que nação, bando, república ou mesmo torcida. Um clube muito “italiano” afugenta o torcedor muito “brasileiro”. Já me falava um caro amigo dirigente do São Paulo a respeito. E eu respondia: “vou parar de respeitar minha raiz quando você deixar de ser quatrocentão. “Soberano” dos cardeais tricolores. Clube da elite. Vale para a aldeia paulistana o mesmo raciocínio para o Corinthians. O “clube do povo” é quem tem mais torcedores na classe que não veio do “povo”. E, se veio, é tipo Val Marchiori – não está disposta a voltar a ser “povão”.

O “maloqueiro e sofredor, graças a Deus” nunca afugentou quem não é “popular” de ser Corinthians. Tem mais corintiano em Higienópolis, nas piscinas do Paulistano, nas alamedas do Cidade Jardim e nas primeiras manifestações da Paulista contra PTudo que esPTaí que são-paulino e palmeirense.

Por que o palestrino-palmeirense tem de esquecer a raiz? Quem vive de passado é quem tem história. O alviverde “que sabe ser brasileiro” como foi o Brasil em 1965 e jogou pelo Brasil em 1951 não pode esquecer a Itália que uniu os 39 fundadores. Como o Corinthians se orgulha com razão e paixão pela origem operária e humilde. Como o São Paulo gosta de ser aristocrata – e ainda assim conquistou uma torcida maior que a do Palmeiras pelas muitas conquistas em campo nos últimos 25 anos. Não por ter esquecido sua origem.

O Palmeiras ser ainda muito italiano não o faz menos brasileiro. Apenas o faz mais compreendido. Ou não. É a tal questão de ser. Cada um sabe ou imagina o que é. E ser Avanti, se vê em números, não é problema para ser sócio-torcedor. Se fosse, sei lá, Xavanti, seria do mesmo jeito.

O Palmeiras quase sempre foi aberto para quem não era italiano. Por isso o tamanho de torcida que tem. Poderia ser maior se não fosse tão italiano? Quem sabe. Seria mais palmeirense se não fosse tão italiano? Jamais.

Basta.

Querer ser menos “italiano” é querer ser menos ele mesmo. Querer esquecer a origem é ter vergonha ou ignorância ou desrespeito. Estimular a própria origem e a história não é temer o futuro. É ser feliz pelo passado. É ter no futuro o presente de berço.

Sou um dos responsáveis pelo conteúdo cultural da Cantina Palestra, projeto de uma rede de restaurantes oficiais do clube. Sou suspeito para dizer que não foi “boa ideia” o nome escolhido pelos próprios torcedores para a casa. Mas tenho certeza que não é o berço o culpado por tudo que o Palestra conquistou. É a causa.