O TÍTULO, CADA VEZ MAIS PRÓXIMO

Imagens: Forza Palestrina

Foi emocionante. Quando o surgiu o alviverde imponente, Cuca cravou, em entrevista ao Premiere: “O Palmeiras vai ganhar hoje!”. Com a mesma confiança que São Marcos teve em 2008 na final do Paulista, o treinador mostrou que sabia bem o que vinha pela frente. O semblante sério e focado passava a confiança em sua equipe. O ritmo com a torcida, que mais uma vez lotou a nossa casa, estava em perfeita sintonia. Era questão de tempo para cumprir a profecia. A chance de se distanciar do Flamengo não poderia ser desperdiçada. E não foi.  Ditando o ritmo do jogo, o Palmeiras acuou o Internacional, e não deu chance para o adversário jogar. Ainda que não tivessem chances claras de gols, o Palmeiras dominava a partida. E se o jogo está apertado, é decisivo, a bola sempre cai nos pés de Cleiton Xavier. Assim como contra o Colo Colo em 2009, o meia não decepcionou. Após Thiago Santos disputar a bola pelo alto, sobrou para CX10, e ele só empurrou para o fundo da rede. Foi só correr para o abraço. Na raça, como o Palmeiras gosta. A comemoração emocionada do capitão Dudu é esclarecedora, estamos muito perto! O craque, que merece vestir a 7 do Verdão, simboliza a torcida em campo. Comemorou como nós comemoramos nas
arquibancadas, sem saber quem abraçar, com emoção de ver mais um gol e chegar tão mais perto do título.

No entorno do Allianz Parque, a festa do torcedor começou cedo.

O resultado positivo foi apenas administrado dentro de campo. O goleiro dos gaúchos ainda foi obrigado a fazer duas brilhantes defesas. Já Jailson foi um espectador privilegiado em campo. Não precisou de muito esforço, e viu do melhor lugar mais uma vitória. Não teve susto para que a equipe comandada por Cuca confirmasse o previsto pelo comandante. O resultado foi digno para uma torcida que não parou de gritar nem por um minuto, em todas as regiões do estádio. Ver as partes onde o ingresso é mais caro pulando e cantando junto com a arquibancada só acontece com Palmeiras. O nosso sangue é verde e corre diferente dos torcedores de outros clubes. Enquanto em alguns estádios vemos torcidas que pouco fazem barulho, no Allianz jogamos o adversário contra a parede. A torcida palestrina dá medo. E o Inter sentiu a pressão.

Com o apito final da partida, não poderíamos esperar uma reação menor por parte dos torcedores e jogadores. A emoção era clara. O choro de Dudu e Jailson não era para a menos. Era o mesmo choro que vimos pelas arquibancadas. Um sentimento que apenas nós entendemos. É chegada a hora de ser campeão. E Dudu já prometeu o título em casa, com a mesma confiança que se espera de um capitão do Palestra Itália. O Inter passou, e demos mais um passo rumo ao título. E que venham as próximas batalhas para termos a taça em nossas mãos.

 

A Vila Belmiro vai ficar pequena.

Por: Leonardo Leite

Glória, Glória, Aleluia ser Palmeiras. Campeão da Copa do Brasil 2015, em cima do mesmo Santos que enfrentaremos no sábado. Nós sabemos vencer. O jogo não vai ser fácil, é verdade. Jogar na Vila é difícil, e neste ano ninguém saiu vitorioso. Mas é chegada a hora de cravar o Palmeiras como Campeão Brasileiro 2016. Não poderemos comparecer no estádio, é verdade. Empurraremos de longe, seja do bar ou de casa, assim como fizemos em todos os clássicos que jogamos fora de casa este ano. Jesus jogará em nosso nome, em seu último clássico antes de partir. Sua fome de gol deverá estar aguçada, e terá a oportunidade de finalmente marcar em clássico.

O Palmeiras é gigante, e massacra o sonho dos adversários de nos alcançar. Esse ano será nosso. Dudu com a braçadeira de capitão virou o monstro que era esperado, e comanda o time com maestria, assim como comandou na final em 2015. Zé Roberto se transforma ainda mais em animal. O que dizer da sua belíssima defesa com a barriga contra o Cruzeiro? Assim como o Palmeiras, Zé Roberto sabe ser campeão. Sua experiência é fundamental para o crescimento dos meninos alviverdes. Assim como Tchê Tchê, que veio do Audax e não sentiu o peso da camisa. O incansável palmeirense tem a raça que combina com o Verdão.

Dudu como capitão. Foto: GE

Jailson não vai jogar, mas terá um representante a altura. Além disso, contaremos com a dupla de zaga artilheira. Mina fez 3 gols em 3 clássicos. É o terror dos paulistas. Vitor Hugo também não fica atrás e é famoso por ser um zagueiro artilheiro. Defesa que ninguém passa, e quebra defesas adversárias. Moisés e Jean tem se mostrado fundamentais para o Verdão, e coordenam o meio de campo. O Palmeiras joga fácil, e vem pra levantar a taça. Nada melhor do que ficar mais perto do troféu vencendo o Santos dentro de sua casa.

Sabemos fazer da casa do adversário não só nossa casa, mas nosso salão de festas. A Vila vai ficar minúscula para o Palmeiras. Contra tudo e contra todos, esse título há de vir. Em nome de São Prass, e com a benção dos pés de Jesus vamos pra cima do Santos. Com a força de milhões de Palmeirenses, este jogo e este campeonato serão nossos.