Pai não carrega só o filho no colo. Carrega o clube no coração.

Imagens: Forza Palestrina / Sergio Ortiz

Pai não carrega só o filho no colo. Carrega o clube no coração e, nas borrascas, também o time no colo.

Alexandre é o pai que a imagem da Forza Palestrina mostrou chorando em um dos gols do 4 a 0 contra o São Paulo, em 2015. Quando a Copa do Brasil parecia improvável, quando o Brasileirão era delírio.

É o pai do Bruno que a lente do Sergio Ortiz do Forza foi captar nos 2 a 1 contra o Sport, na 32a. rodada do BR-16. Uma Copa do Brasil vencida, 15 jogos sem perder, seis pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o filho sobre os ombros do pai.

O cangote talvez esteja mais arqueado. O menino cresceu. O amor deles pelo Palmeiras, não.

10-344 7a

Esse não é maior e nem menor que o de nenhum outro clube. Como um pai não ama mais ou menos um filho.
Ele apenas se adapta ao peso e ao tamanho do filho, e ao peso dos próprios anos passados e pesados.
Alexandre não ama ainda mais o Palmeiras por ele ser o maior favorito ao título. Ele talvez só ame cada vez mais por ter ao lado, no colo, ou nos ombros, o maior amor – o Bruno. Paixão tão incondicional quanto o nosso clube. Nosso time que, às vezes, tá meio caído, quando não rebaixado. Meio perdido, quando não perde quase todos os jogos. Meio machucado, quando não tá todo lesionado e lesado.

Nessas horas que a gente é mais pai com o filho. Nesses jogos que a gente tem que dar ainda mais colo, ombro, apoio e amor aos nossos meninos de verde e branco.

Por isso não entendo, não compreendo, e jamais vou admitir quem vaia o time com a bola rolando. NUNCA. Quem deixa o campo antes de o jogo acabar. JAMAIS.

É como deixar nosso filho largado. Não educa assim. Não aprende ali.

Não vai. Não vaia.

Na boa, de boa, isso é apenas simpatizar.

Amar é torcer. É pegar e cuidar e levantar e erguer e animar e gritar e chorar para poder sorrir.

Amar é ser Palmeiras antes de ser gente. É ser mais gente de tanto que se é Palmeiras.